O YCSA é campeão da classe Snipe na 39ª Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro

Stefano Francavilla e Antonio Minns venceram uma frota de 34 barcos na Baía de Guanabara. Os outros dois barcos do clube terminaram em 7º e 8º.

Entre os dias 5 e 7 de setembro, o Yacht Club Santo Amaro venceu a classe Snipe da 39ª Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro. Stefano Siebert Francavilla, o Nino, no leme, e Antonio Pacola Minns, na proa, terminaram a série em primeiro lugar entre 34 barcos, na raia do Iate Clube do Rio de Janeiro, dentro da Baía de Guanabara.

A Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro é uma das competições mais tradicionais do calendário brasileiro. Está na 39ª edição, é organizada pelo Iate Clube do Rio de Janeiro sob o Comitê Brasileiro de Clubes e não se resolve num fim de semana só. Ela ocupa quase um mês entre agosto e setembro, dividida em etapas por classe, e passa por praticamente toda a vela nacional: o Optimist abriu a temporada entre 28 e 30 de agosto, com 143 barcos na divisão Veterano e outros 52 na Estreante; depois vieram ILCA 4, 6 e 7, 420 e 29er; na sequência Dingue e Snipe; e ainda faltam Star e HPE 25. Somando as classes, são mais de 380 barcos inscritos e clubes de vários estados na mesma água.

A raia da Baía de Guanabara é parte da dificuldade. Quem treina na Represa de Guarapiranga está acostumado a uma água fechada, sem maré e com o vento condicionado pelo relevo em volta. A Baía tem corrente, ondulação e o vento reagindo à cidade e ao mar aberto ao mesmo tempo. Competir bem ali exige ler a raia de novo, do zero, a cada largada.

Na Snipe foram três regatas disputadas sem descarte, o que significa que todo resultado entrou na conta final, bom ou ruim. E é aí que está o mérito do título: Nino e Antonio venceram a Semana Internacional sem vencer nenhuma das três regatas. Fecharam com um 4º, um 2º e um 7º, somando 13 pontos, seis à frente da segunda colocada. As três regatas foram ganhas por três barcos diferentes, e nenhum deles conseguiu repetir o desempenho no dia seguinte. Numa série curta e sem descarte, quem oscila menos leva, e a dupla do clube foi a única que não teve dia ruim.

O Snipe é um barco de dois tripulantes, em que timoneiro e proeiro dividem a leitura da regata. Não existe resultado individual na Snipe. O que se vê na súmula é sempre o trabalho de uma dupla.

O clube levou outros dois barcos para a classe, e os dois terminaram entre os dez primeiros. Iago Whately e Murilo Posmik ficaram em 7º, com parciais de 5º, 9º e 16º. Ricardo Barbosa e Carlos Ney Pinto Ribeiro ficaram em 8º, com 7º, 14º e 11º. Numa frota de 34 barcos, os três barcos do YCSA na água terminaram no top 10, e essa é uma informação tão importante quanto o título: não foi um resultado isolado de uma dupla em ótimo dia, foi a classe inteira do clube competindo em nível alto ao mesmo tempo.

Fim de semana como esse é o que dá sentido ao trabalho de formação que o clube mantém na Guarapiranga. A escola de vela, as flotilhas e os anos de treino na represa preparam velejador para ganhar em raia que ele não conhece, longe de casa, contra clubes de todo o país. Parabéns ao Nino, ao Antonio, ao Iago, ao Murilo, ao Ricardo e ao Carlos Ney, e às famílias que seguiram a viagem junto.

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O YCSA conta com o patrocínio @‌keldogoficial e @‌oterprem, além de recursos do Ministério do Esporte e do Comitê Brasileiro de Clubes @‌cbclubes.














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